domingo, 22 de dezembro de 2013

PAPAI NOEL é São Nicolau e nasceu em Patara - Monteverdi - L'Orfeo - Savall



Papai Noel nasceu nesta cidade. Ele existe. Eu amo Papai Noel.



De Patara, pegamos uma van para outra van maior, que ia passar na estrada, tudo correndo tudo voando, para não perdermos a condução que nos levaria a Fethiye. Cidade onde esteve enterrado o Papai Noel, até seus restos mortais serem transportados para Bari, na Itália. Sim, ao contrário do que muitos pensam, ele existiu. O lendário Papai Noel é São Nicolau, e não é lapão, é bizantino, de Patara, na Lícia, atual Turquia. Vejam o que eu copiei de uma página da net.

São Nicolau é a figura do querido Papai Noel.

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1186664632Nicolau é amado e muito querido por todos os cristãos do Ocidente e do Oriente. Sem dúvida alguma é o Santo mais popular da Igreja. Ele é Padroeiro da Rússia, de Moscou, da Grécia, das crianças, das moças solteiras, dos marinheiros, dos cativos e dos lojistas. Por tudo isso, os dados de sua vida se misturam às tradições seculares do cristianismo.
Filho de nobres, Nicolau nasceu na Ásia Menor, na metade do século III, provavelmente no ano 250. Foi consagrado Bispo de Mira, atual Turquia, quando ainda era muito jovem e desenvolveu seu apostolado também na Palestina e no Egito. Segundo alguns historiadores, o Bispo Nicolau esteve presente no primeiro Concílio, em Nicéia, no ano 325.
Após a morte dos seus pais, São Nicolau herdou uma grande fortuna a que começou a distribuir entre os pobres. Ele se empenhou em ajudar secretamente, para que ninguém pudesse agradecer-lhe. São inúmeras as histórias de milagres que cercam a vida de Nicolau.
Após a sua ordenação, São Nicolau resolveu: "Até agora eu pude viver para mim mesmo e para a salvação da minha alma, mas daqui em diante todo o momento da minha vida deve ser dedicado aos outros." E esquecendo a si mesmo, o Santo abriu a porta de sua casa a todos e tornou-se o verdadeiro pai dos órfãos e pobres, defensor dos oprimidos e benfeitor a todos.
Morreu no dia 06 de dezembro de 326, em Mira. O documento mais antigo sobre ele foi escrito por Metódio, Bispo de Constantinopla, que no ano de 842, relatou todos os milagres atribuídos a Santo Nicolau.
Reflexão:
A tradição diz que Nicolau, costumava fazer doações anônimas em moedas de ouro, roupas e comida às viúvas e aos pobres. Dizem colocava os presentes das crianças em sacos e os jogava dentro das chaminés à noite, para serem encontrados por elas pela manhã. Dessa tradição que veio a sua fama de amigo das crianças. São Nicolau é a figura do querido Papai Noel.
Oração:
Senhor, pelos méritos de São Nicolau, concedei-me a graça da bondade e zelo para com os mais aflitos, necessitados e em especial para com as crianças. Que eu saiba aprofundar em mim os dons que me destes, colocando-os em prática. Livrai-me da omissão e da preguiça. Amém.

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR.




O design atual do Papai Noel gorducho, de vermelho, risonho hohoho, é alemã.
O comércio parece que gostou mais desta versão. E a criançada também.

Feliz Natal!
E para comemorar esta data, nada melhor que uma música.
E como, na Turquia o Natal é uma data "de turista", pois a religião oficial é o Islã, a canção será pagã, sobre a lenda de Orfeu e Eurídice, de Claudio Monteverdi, que eu gosto tanto.
Que seja um Natal de luz. Fiquem com Deus. Depois eu volto, contando sobre Fethiye e muito mais, sobre esta grande viagem.

sábado, 21 de dezembro de 2013

Comida turca.



Terraço da Golden Pensyion, em Patara. Procure as uvas.



Já ouvi algumas pessoas falarem mal da comida turca, não desminto, pois cada um tem seu gosto, mas...
Comer bem na Turquia é fácil.
Em todos os hotéis, de manhã, há o Kahvalti. É o café da manhã turco, sempre acrescido de algo mais, mas o básico é o seguinte:
Um ovo cozido, pão, salsichão, queijo amarelo, queijo branco, saladas de folha, pepino, tomate, azeitoninhas pretas, chá ou café à vontade.
Além deste prato básico, alguns hotéis servem  um sortimento de geleias, yogurtes, börek (friturinhas de massa com queijo),bolo, biscoitinhos, frutas frescas, frutas secas, simit, leite, cereais, menemen (um prato de ovos com tomate refogados que lembra ovo pochê), enfim, bastante coisa. Em cada hotel isso vai variar.
Para almoçar, você pode comer na rua, um lanche, como um zigara de shish kebap (churrasco horizontal ou vertical) de galinha ou carne, um sanduiche de peixe com salada, dependendo do lugar onde você está.
Nos restaurantes, há sempre uma variedade grande de meze, que são os pratos frios, fartos e deliciosos, como charutinhos de folha de uva, pimentão recheado, pastas diversas de beringela, abobrinha, grão de bico, favas, falafel, espinafre com cogumelos, fora os pratos de carne que eu não sou muito chegada. Saladas bárbaras, mesmo que sejam sempre com alface, tomate, pepino, salsinha, cebola, cenoura ralada, beterraba ralada, azeitona, sempre varia o molho ou a maneira de apresentar, um temperinho mais picante ou aromático, enfim, sempre tem algum toque diferente.
Os pratos quentes são mais monocórdios. Kebap de frango ou carne de vaca ou carneiro, peixes grelhados, casseroles de frango, carne, camarão, servidos com legumes. Tem arroz, de dois tipos, o arroz turco, com safflower e frito na manteiga, arroz branco, normal. Feijão também tem, só que feijão manteiga com molho de tomate. Come-se mais pão e batata do que arroz, como guarnição dos pratos quentes. Come-se muita salada, também, e doces e mel junto com a sopa. Não é igual ao que se come todo santo dia no Brasil, mas você escolhe o que está a fim. E também, você quer tudo igual?
Tá, tem alguma refeição que vai deixar você insatisfeito. Em quarenta e dois dias, eu não adorei quatro!
Não, não vou colocar retratos de comida, pois não tirei nenhum.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Xanthos


Tumba lícia
Por que este nome? porque o rio que passa em Xanthos, tem o solo amarelado, fazendo-o ficar amarelo, xanthos, em grego. Esta cidade também é bem antiga, como todas da Anatólia.
Muitas vezes, quando estamos viajando, por sermos totalmente ignorantes do que nos cerca, perdemos muitas oportunidades, trocamos a ordem das coisas, marcamos bobeira. É muita informação!
Em Xanthos, parece que isso aconteceu. Tomamos a condução para a cidade de Kınık, terra da azeitona e do azeite, e ao lado da entrada da cidade, já é Xanthos. Só que não sabíamos que há, no vale abaixo, a uns 2 km de lá, o templo de Leto, o Letoon, que deixamos de ver. Isto porque a cidade antiga e a nova se interpenetram, sem sabermos ao certo onde uma começa e a outra termina.
Além disso, que calor! Chegamos em Xanthos às dez da manhã e o sol já estava fritando. Durante a visitação bateu meio dia e sem a perspectiva de uma praia ou algo para refrescar, além da pouca sombra dos arbustos.
Trocamos a ordem, deveríamos ter ido a um cânion que tem por lá, fresquinho e agradável, perto do mar, ao meio-dia e, na volta, irmos a Xanthos, com o sol baixando. Mas tem dia que não é o dia...
Mosaico da catedral bizantina

Em Xanthos me sentia ameaçada, passava depressa pelos corredores mais estreitos, como se algo fosse me atacar, o sol a pino afastou os turistas, tinha muito pouca gente e o ônibus que chegou era fretado com turistas franceses, já com guia; dirigiram-se exatamente para o local de onde estávamos saindo, portanto não os encontramos mais. Andamos por ruas e cantos retirados da cidade, necrópole, outro teatro, ainda maior, colunas e muros cobertos por moitas, algo como uma grande tristeza indecifrável, um não sei quê que me dava vontade de chorar...
Estela trilingue: hitita, lício e grego, uma em cada face
Esperei ser conduzida de volta, já feliz ante a perspectiva de passar a tarde na praia de Patara, comendo lulas e tomando cervejinha, ao vento abrasivo, que faz com que a areia penetre em todo lugar. Esfoliante!
Tirei fotos do que era lindo, mas tinha o que estava coberto, como os lindos mosaicos da basílica bizantina, que não podem ficar expostos às intempéries; o que foi saqueado, como os afrescos do túmulo e muitos outros objetos, que se encontram no Museu Britânico, e o que deixei de ver.
Entendi mais, ao ler os folhetos sobre Xanthos. Era uma cidade lícia importante e tem algumas estelas e inscrições em grego, hitita e lício, o que fez com que se entendesse a língua lícia, e a língua hitita, com maior facilidade, e também informações sobre comércio, política e conquistas do período anterior a o primeiro milênio antes de Cristo.
Xanthos também foi importante centro cultural para os povos da Lícia, primeiramente, mas depois para os persas, gregos e romanos. Estudantes afloravam de todas as partes, até a queda do Império Bizantino, no século XV, quando os otomanos abandonaram a cidade velha. E porque os sultãos não estavam muito interessados, as ruínas de cidades antigas ficaram livres para serem saqueadas, por quem ousasse empreender o saque! Muitas peças de museu foram devolvidas, mas nada do que foi transportado para a Inglaterra veio de volta...
Túmulo de Payava  - afrescos replicados do Museu Britânico
Como os afrescos originais do túmulo de Payava. Herodoto e Apianos, ambos descrevem a conquista da cidade, por Harpagus, a mandado do Império Persa, em 540 AC. Harpagus venceu os exércitos lícios e a população de Xanthos se refugiou no centro da cidade. Os lícios, então destruíram sua acrópole, mataram suas esposas, filhos e escravos e fizeram um ataque suicida aos persas, a quem não queriam se submeter. Somente escaparam 80 famílias que não se encontravam na cidade. A partir deles e dos persas que dominaram Xanthos, a cidade foi reconstruída.
Mas foi destruída entre 475 e 470AC, nas guerras greco-pérsicas. No final do mesmo século, a cidade foi reconstruída. Entregaram-se voluntariamente a Alexandre teve um governo macedônio, mesmo depois da morte de Alexandre.
Foi a cidade conquistada pelos romanos, em 42 AC, por Brutus, e os Xanthios não gostaram nada e então repetiram o suicídio coletivo!!!
Não foi por menos que me sentia tão estranha naquela cidade...
Mas agora, estou preparada. Se algum dia eu voltar àquela região, vou fazer esta visitação mais detalhadamente.
Há maneiras e maneiras de nos tornarmos eternos, os Xanthios tiveram a sua forma de me impressionar, mesmo depois de tanto tempo.
Xanthos. Mais uma cidade eterna. 



Tudo se amontoa no cenário.
O cenáculo se ancestraliza.
Buscaremos a eternidade 
até que a vida nos pareça
grande demais para ser eterna.

(Eros - Pça da República, 1967)

domingo, 15 de dezembro de 2013

Patara, tradução e mais coisinhas.

Portal da cidade de Patara - nesses escrínios, havia estátuas.

É uma das maiores praias do Mediterrâneo, quase 20 km de areia grossa e mar aberto e batido e ventos constantes que esculpem as rochas calcárias em formas fantásticas. Esta é a praia de Patara, mas não há um hotel à vista, porque atrás da praia, está a cidade romana de Patara, outrora um porto de grande importância e capital da Lícia. Espalha-se sobre uns dez quilômetros quadrados e perdeu algo de sua magnificência, pois o rio em que os navios chegavam ao cais, assoreou e mudou de direção, deixando a cidade no meio de lagoas salgadas. Mas as ruínas sublinham a importância desta cidade tão romana. Grandes balneários, um anfiteatro, como o de Éfeso, encravado na encosta da colina e um bouleiterion e uma ágora recentemente restaurados (com verba de particulares), fazem Patara impressionante.
Teatro
O imperador Adriano passou por Patara no ano 131 AD, em seu caminho para a Judeia e um grande celeiro foi construído em sua homenagem, ou sob suas ordens. Relendo Memórias de Adriano, de Marguerite Yourcenar, fica claro como o investimento, junto com a Pax, eram suas maneiras de consolidar o Império. O celeiro também mostra a importância do porto no comércio de grãos, com o Egito. Na nossa segunda visita, fui ver, ao leste, o tanque cavernoso, construído para captar a água da cidade. Vinte quilômetros de canos de pedra e cerâmica, traziam água fresca e limpa para a cidade e era redistribuída a partir desse tanque, que diminuía a pressão. É um estonteante feito de engenharia, mesmo sendo construído por mãos escravas.
Atrás da cidade romana, há a pequena vila de Gelemis, que alimenta os turistas. É um lugar sonolento, a não ser no verão, onde eu até vi um gato dormindo recostado na barriga de um enorme cachorro. Ninguém contou a eles que são inimigos naturais. Grandes restaurantes abertos, com seus fornos a lenha onde as mulheres cozinheiras deixam de lado sua timidez natural e convidam aos passantes que experimentem suas panquecas (gösleme) e pizzas (pide).
À noite, as praias se esvaziam e deixam suas areias para as tartarugas. A área é um grande parque natural, mas se você pega a estrada até a entrada das ruínas, a lua ilumina um edifício caído e uma coluna quebrada e eu imagino o som de risadas e de água caindo, vindo das termas. Patara, a cidade das cidades.
Restauração da casa do senado, ágora e bouleiterion, com as pedras originais, trazidas de uma pedreira distante.
Esta tradução e todas as fotos foram feitas por Ane.

Agora minhas impressões sobre Patara.
Muito e muito antes dos romanos tomarem Patara, esta cidade fora visitada por Alexandre, o Grande, no século III, antes de Cristo. E muito antes ainda, fora capital da Lícia, onde Belerofonte foi acolhido pelo rei Iobates e onde a Chimaera fazia suas vítimas. Belerofonte era filho de Pósidon e Eurimeideia. Matou um tirano de Corinto, seu irmão Beleros e teve que fugir para Tirinto, onde o rei, Preto o purificou. Anteia, a mulher de Preto, se apaixonou por Belerofonte e ele se recusou a ficar com ela, então ela foi contar ao rei Preto, que ele havia tentado seduzí-la. Preto, então enviou Belerofonte para Iobates, seu sogro, com ordem de que o matasse. Iobates não quis matar um hóspede, então pediu que destruísse a Chimaera, que devastava o país, destruindo o gado. Atena revelou ao herói que somente cavalgando o Pegasus, ele conseguiria destruir o monstro. O resto da história já conhecemos.
Basílica bizantina, com sarcófagos ao fundo
Desde esta época, há milênios AC, Patara existe. Os romanos e os bizantinos vieram bem depois.  A cidade manteve sua ocupação até a chegada dos otomanos, no século XV AD.
A maior produção da região é a azeitona. Em todo lugar que se olha, se vê uma oliveira, ou muitas. As estufas também, estão perto das ruínas e em qualquer fresta entre duas pedras, cresce alguma coisinha, um pé de beringela ou pimentão, uma aboboreira ou pé de tomate que ninguém plantou. Loureiros e figueiras, pereiras e marmeleiros fazem parte do lindo pomar onde as romãs predominam. As uvas de Patara são famosas, bem como o gado miúdo. Sim, alguns carneiros e bodes foram selecionados para serem sacrificados no Bayram, a festa do final do Ramazan. Fotografei alguns dos expiatórios, um animal mais belo que o outro. Afinal, as oferendas devem ser perfeitas. E o costume existe - literalmente - desde que o mundo é mundo. E é claro, os bichos não gostam nada disso e se defendem como podem. Fogem, coiceiam, cabeceiam, dão marradas, mordem, ameaçam, e sempre perdem, porém fazem um escândalo. Isso acaba deixando o festival do Bayran um pouco mais engraçado. Eu torço pelos bichos, é claro e fotografei alguns magníficos.
Este caprino já era!



 Estava um sol imenso e um calor abrasante. Suávamos e apesar de termos saído bem cedinho, depois de termos andado por Patara, fazia muito calor. Encontramos uma lojinha que tinha um freezer com muitas garrafas de água e um pequeno oásis!
Sim, uma senhora vendendo frutas e saquinhos de sálvia selvagem, coletada nas ruínas.
Paramos um pouco para nos refrescar.
Ficamos sentados à sombra de uma alcarobeira e degustamos uvas frescas. Depois a senhorinha apareceu com uma  bela romã, partiu para vermos como se faz, e traçamos aquela fruta cor de vinho nos lambuzando muito.
Estas calças shalwar são uma delícia.
Fazendo força para cortar a casca da romã
Não foi a primeira nem a última vez que conversei com um (a) turco (a), falando em português e a pessoa respondendo em turco. Línguas humanas. O que é necessário, a gente entende. E muito bem!
Furtivamente eu a fotografei bem de pertinho, enquanto, toda compenetrada, nos ensinava a comer romã (gigante).












Em Patara, atrás das termas romanas, há um tufo enorme de palmeiras. Este é um dos dois locais no mundo onde pode ter nascido o deus Apolo. Sim, reza a lenda que Leto, a mãe de Ártemis e Apolo, deuses asiáticos, sofria as dores do parto e procurou em vão, um lugar para pousar. Ática, Eubeia, Trácia, ilhas do Mar Egeu, mas temendo a cólera de Hera (ciumenta de Zeus, o pai dos gêmeos), ninguém lhe hospedava. Apenas Astéria, sua irmã, lhe deu abrigo na ilha Ortígia, que era flutuante, não fazendo parte da terra. Leto pariu agarrada à única árvore da ilha, uma palmeira, que desde o nascimento de Apolo, transformou-se numa linda touceira de palmas. Diz também, a história, que a ilha Ortígia derivou e eventualmente encalhou no rio de Patara. E lá está a linda touceira de palmas, para provar que Apolo existe.
Apolo nasceu aqui.
(entre dois açucareiros...)

sábado, 14 de dezembro de 2013

Patara - in English

It's one of the longest beaches of the Mediterranean, almost 20km of rough sand and an open and choppy sea with a constant wind which carves the calcareous rocks into fantastic shapes. This is Patara beach but there is not a hotel in sight because behind the beach is the Roman city of Patara, once an important port and capital of Lycia. It is spread out over some ten square kilometeres and has lost some of its magnificance for the river in which ships arrived has silted up and changed direction leaving the city between salt marshes. But the ruins underly the importance of this so Roman of cities. Large baths, an amphitheatre like Ephesus, carved into the hillside and a newly restored (with private money) bouleterion and agora, make Patara impressive.
Reconstrução do bouleiterion e da ágora
The Emperor Hadrian, passed through in AD 131 on his way to Judea and a large granery was built either in his honour or by his order. Re-reading Memoirs of Hadrian, by Marguerite Yourcenar, it is apparent how Hadrian's building program and investment along with the Pax was his way of consolidating the Empire. The granery also shows the importane of the port in the grain trade with Egypt. On our second visit I went East to the cavernous pool built to capture the city's water supply, 20 km of stone and ceramic pipes brought  cool clean water to the town where it was redistributed from this pool. It is a mind-boggling feat of engineering even if it was carried out by slave labour.
Termas
Behind the Roman city there is the small village of Gelemis which caters for the tourists, a sleepy place unless in summer where I even saw a cat sleeping on the belly of a large dog, nobody had told them they were natural enemies. Large open restaurants with their wood fires where the women cooks throw off their natural timidity to call out to passers by to try their pizzas (pide).
At nightfall the beach empties and the sands are left to the turtles, the whole area is a natural park but if you take the road as far as the entrance to the ruins, the moon picks out the flatened edifice and a broken column and I imagine the sound of laughter and splashing water coming from the baths. Patara, city of cities.
Patara,, vista do portal de entrada da cidade

Omar Faruk Tekbilek - Sufi.avi


Em Antalya, vi um pequeno grupo de gansos selvagens indo embora para o sul.
Quando estávamos na praia, em Çirali, vimos um grou, na volta para a Fire Pensiyon. Pensamos que fosse uma garça azul, mas era meio grande, o bico era curto demais. No dia seguinte, para confirmar, vimos um par deles em Olympus. Percebi que eram grous, por causa do desenho da asa. Vimos revoadas de pássaros em diversos lugares, uma de surpresa em Nemrud, uma de corvos, em Selçuk, uma de andorinhões, perto de Safranbolu, uma de despedida, a caminho de Istambul, com suas gaivotas, corvos bicolores e pombas, e muitas outras. Patos marrecos e aqueles bichinhos que andam sobre a água fazendo cara de invocados. Muitas. As aves de lá também gorgeiam. Mas não como a sabiá, que está bagunçando meus vasos, lá no quintal! Ah, sabiá!

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Sobre Kaş e alimentação.




E depois de algumas horas de ficar embevecida, pela janela do dolmuş, a comer com os olhos cada prainha deserta, cada ruína, cada riacho, cada rochedo, cada ilha, chegamos a Kaş, uma cidade lícia, pequenina, antigamente chamada de Antiphelos, em contrapartida a Phelos, outra cidade lícia, que passamos pelo caminho, com intenção de voltar, para ver, mas acabava sendo tão complicado, que desistimos. Kaş foi escolhida porque era ponto de passagem, porque acolheu como moradia os nobres do Império Otomano, depois da proclamação da República, porque é linda, tem algumas tumbas lícias que quisemos ver e porque adoramos comer!
tumba lícia

as ruas são todas floridas

Hospedamo-nos no hotel Kayahan, que foi digno de nota. A proposta do hotel, além da hospedagem, era uma taça de vinho turco grátis, ao por de sol, no terraço do hotel. Também era servida uma refeição convidativa a preço fixo, com meze (pratos frios) à vontade, mais um prato principal. Sobremesa, também, à vontade.
Nosso maior erro, foi ter almoçado, na cidade, às 15h !!! O jantar do hotel era supimpa e saímos do terraço empanturrados.
As coisas novas começavam a acontecer. Um carrinho vendendo amêndoas frescas geladas! Ah, que calor! Caía bem com um bom sorvete de mastika com pistache. Descobrimos que era o mundo maravilhoso das compras, que havia de tudo que era bugiganga turca para turista comprar, que a especialidade da cidade era artesanato em prata. Descobrimos que o mais difícil em Kaş, era encontrar algum barzinho ou casa noturna que tocasse música turca. Fomos convidados para assistir a um show de música ao vivo, chamado Show da Integração Social. Plena segundona, vamos lá! Nada a perder. Uma moça cantou músicas de Amy Winehouse e uma menina de uns 10 anos, cantando jazz, como gente grande, simplesmente ARRASOU! Um prodígio! Adoramos.
No dia seguinte, o kahvaltı (café da manhã) do hotel era desbundante!!! Yogurtes de 4 tipos, geleias (até de beringela), cereais, todos os tipos de chá e café, pães, queijos, bolos e os tradicionais salsichão, ovo cozido, salada, pepino, tomate, azeitona. Uma festa.
Durante o dia vimos um espetáculo divertido: Mr. Walsh comprou o primeiro tapete. Um kilim tribal maravilhoso! Gostei muito.

Vista do terraço do Kayahan - ilha grega.

Desde a nossa primeira visita a Istambul, sabemos que ninguém vai à Turquia comprar tapetes, mas é muito raro sair de lá sem nenhum. E estava mesmo na hora, de começarmos a encher a bagagem. E foi assim.
Na cidade, há passeios de barco às ilhas gregas. Sim, as ilhas todas pertencem à Grécia, por mais perto que estejam da Turquia!. Do terraço do hotel, pode-se ver uma delas, logo em frente. De acordo com quem foi, nas ilhas tem uma rua, com lojinhas que vendem gregas bugigangas, e 4 horas de espera
pelo barco de volta! Foi outro passeio que nós não fizemos muita questão de fazer.
Alguns tipos de meze (tem muitos tipos mais...)
Ao cair da tarde, estávamos a postos no terraço do hotel, dispostos a comer tudo que tínhamos direito, desta vez. Começamos a conversar com a garçonete, Katie, que é australiana, portanto fala inglês, e ela contou, que uma vez veio passear na Turquia, hospedou-se no hotel Kayahan, adorou a comida, foi cumprimentar o "chef" e acabou casando-se com ele. Ela tinha razão! Ele, além de ser excelente cozinheiro, é um belo rapaz!